HistÓria da Comunidade São Roque

História da comunidade de São Roque
 
 

Fatos narrados pelos moradores mais antigos do Bairro de Americana, através de entrevistas concedidas ao Sr. Walter Duaglio, sendo esses moradores: Sr. Nicanor Marques Rodrigues e Sr. Moisés Martins, e confirmados pelos Srs. Pedro Lourenço, Laudelino Cezar, e Silvino Bueno de Miranda, nos anos de 1.986 e 1.987.  

No ano de 1917, caiu sobre o Bairro de Americana, antigamente denominado Barreira, uma epidemia de maleita,  que ceifou muitas vidas.

Na ocasião, reuniram-se os senhores Laurindo Marques, José Fonseca e Elvira Gori, tendo essa senhora sugerido a construção de uma Capela em homenagem a São Roque, São Sebastião e São Benedito, para que por intercessão desses Santos, a epidemia terminasse.

Por falta de recursos construíram uma tapera muito pequena, foi pouco no tamanho, mas foi o início. A graça foi alcançada e a epidemia se acabou.

Por volta de 1928, um senhor português, Manoel da Costa Roza, comprou terras naquele local e doou um pedaço maior de terra onde estava construída a pequena tapera. Por volta de 1930 a 1933, foi construída uma Capela maior. Receberam a ajuda de um senhor protestante, Lazinho Pinheiro, doou os tijolos.


Mais tarde, o genro de Manoel da Costa Roza, o senhor Moisés Martins , doou mais uma faixa de terra.

Há registro de dois terrenos pertencentes à Capela de São Roque, um deles doado pelo Sr. Maneco da Fonseca, terreno onde se encontra o atual Posto de Saúde, pensava-se em construir ali uma Capela em louvor a São Pedro. Também foi doado  um terreno em frente à Capela pelo casal Rosário de Miranda e Áurea Miranda.

A Capela foi se  tornando pequena em vista do bairro e  em agosto de  1984, o senhor Francisco de Camargo Barros (Gato), assumiu um compromisso, juntamente com a comunidade de se fazer uma Capela maior, o  então audacioso projeto entrou em ação.

A nova Capela foi sendo construída por sobre a antiga, sendo que esta foi demolida após a cobertura da nova.

Sob a orientação do Monsenhor Teotônio dos Reis e Cunha, na coordenação de Francisco Barros de Camargo, e do trabalho de tantas pessoas da comunidade, as obras tomaram a forma que se tem hoje.

As pessoas que trabalharam, desde o início, foram tantas e queremos salientar algumas delas; Alfredo e João Alemão ,Sr. Lino e Família, Oscar Assunção e esposa, Moisés Martins, Silvino Bueno de Miranda e família, Francisco Xará e família, Salvador Teles e família, Martinho Sarú, José Margarido Leonardo, José Carlos Martins e família, Dionísio de Abreu, e a tantos outros...  

Religiosidade

Desde a construção da pequena tapera, as pessoas se reuniam para oração do Rosário, pessoas religiosas e voluntárias ensinavam os princípios da religião, a comunidade de reunia em torno de sua fé.

Em outubro de 1978, ocorreram as Missões Redentoristas, e o bairro se acendeu mais uma vez para a fé, eram realizadas procissões  e celebrações de missas.

A partir daí suscitaram novos catequistas, como Natel, Eliana, Ângela Leite, Maria da Graça, Élcia, Nelsi, Ivone, Francisco e outros.

A Capela ganhou um auto falante e antes das celebrações de missa, dias de festa e catequese, músicas religiosas eram tocadas em uma sonata e retransmitida à comunidade.

Na falta de missas constantes, durante os domingos eram realizados círculos bíblicos, onde pregadores do Movimento Familiar Cristão vinham da cidade trazer a Palavra aos moradores do bairro.

Festas cada vez maiores foram sendo realizadas,  com elas era pago as despesas da comunidade.

Uma nova fase


Não basta só a Capela, mas é preciso um povo de fé que procura por Deus constantemente. Houve mudanças e a cidade de Tatuí também cresceu e nasce uma nova Paróquia, o Monsenhor Teotônio já não dava mais conta de tantos afazeres, e veio, em 1990, para a então recente Paróquia de Nossa Senhora das Graças, o Padre Paulo, um sacerdote do povo que passou a celebrar missa uma vez por mês na Capela de São Roque, porém logo foi transferido para a Paróquia de Santa Cruz.

Em fevereiro de 1992, assume o Padre Ademar Bortoleto. É o nascimento de uma fase importante, pois trouxe aos fiéis a vontade de ver uma comunidade que caminhasse rumo a construção do reino de Deus. Apartir dai,  assumem os dois primeiros Ministros Extraordinários da Eucaristia do Bairro, Moisés Adolfo Assunção Martins  e Marco Aurélio Assunção Martins, as missas , embora ainda mensais, são complementadas por Celebrações semanais da Palavra e distribuição da Santa Eucaristia.

É implementado pelo Padre Ademar, através de orientação de um grupo missionário da editora  “ O recado” , a contribuição através de dízimo para as despesas mensais da Capela.

Outras pastorais foram criadas na comunidade, para crescimento da mesma.

E desde então vimos esta comunidade crescer cada dia mais, na Fé e na esperança de construir um mundo melhor para todos.